Publicado por: Marta Vuelma | 11/10/2010

O Android e eu…


Reflexões e dicas sobre a transição do Nokia N95 para o Motorola DEXT (MB200)…

Depois de 1 ano, 11 meses e 11 dias utilizando o Nokia N95 8GB estou em processo de adaptação ao meu novíssimo Motorola DEXT MB200 com Android 1.5. Essa mudança se fez necessária não porque eu estivesse insatisfeita com o aparelho anterior. Diga-se de passagem que é um dos melhores aparelhos que já vi. Mas, como todos sabem, a ausência de um teclado mais confortável e uma tela maior e melhor acabava por tornar as tarefas diárias mais demoradas e irritantes. Espero que estes comentários ajudem os usuários do DEXT a tirar real proveito de todos os seus recursos.

Não vou fazer uma análise técnica minuciosa do aparelho pois existe uma enorme fartura disso na Internet. Vou descrever o que realmente acho que pode fazer diferença na hora de alguém escolher este aparelho ou não.

1. Peso e tamanho: para aqueles que surtam ao pensar em telefones com mais de 100g não recomendo o MB200. O peso e tamanho do N95 não me incomodavam e por isso não é diferente com o DEXT, que de pequeno não tem nada. Como não acho que este tipo de aparelho não foi feito para ser carregado no bolso de ninguém, não vejo que isto seja um problema. Sim, ele pesa 163g! Tem teclado QWERTY espaçoso e confortável. Realmente muito bom de usar. Pra quem é mais preguiçoso, também pode usar o teclado virtual que igualmente é muito confortável. A tela capacitiva tem um tamanho ótimo e agradável para navegação e aplicações.

2. Duração da bateria: como era de se esperar a duração da bateria é preocupante. Tanto o Android quanto todos os outros recursos do aparelhos tornam quase impossível a bateria durar mais de 2 dias para quem usa bastante o telefone (meu caso). Esse é um fato realmente importante que deve ser considerado. A vantagem é que o MB200 pode ser carregado pela USB e isso é o que salva um pouco este quesito. Como um aparelho desta natureza sugere a utilização por quem já é mais ligado em tecnologia, presume-se que estar próximo a um PC em boa parte do dia minimize o problema da pouca duração da bateria. A propósito, em uma das dicas da Motorola sobre uso deste aparelho é recomendado que a bateria seja colocada para carregar antes de terminar completamente por ser uma bateria do tipo Íon-Lítio. O recomendado é colocar na carga quando faltar 15% para terminar.

3. Sistema operacional: O DEXT vem com o Android 1.5. Sabemos que a versão 2.2 já está disponível e que a Motorola (pelo menos por enquanto – clique para ver a fonte) disse que não vai atualizar o sistema na América Latina. Isso é um tanto decepcionante e preocupante no início mas não creio que essa seja uma decisão definitiva. Além disso existem os “workarounds” já documentados na Web. Estou avaliando ainda a questão da faixa de operação da Claro que parece que pára de funcionar após o upgrade do Android. Ainda tenho que ler mais a respeito. A promessa de um melhor gerenciamento da bateria é um dos poucos fatores relevantes das versões mais novas. Então, ainda vou conhecer melhor o sistemas para avaliar um possível upgrade. No geral, o SO está bastante rápido e estável. É claro que algumas aplicações não nativas às vezes apresentam um crash ou outro, mas poderia ser pior, poderia aparecer uma tela azul ….. Os benefícios de ter um cliente de SSH decente (ConnectBot), de poder abrir um gerenciador de arquivos e ver /dev, /root entre outros não tem preço! O Android Market surpreende com muitas aplicações que não prestam absolutamente para nada (como muitas outras lojas da Web) e outras extremamente úteis (como poucas lojas da Web tem). Ao final do artigo sugiro algumas que, do meu humilde ponto de vista, não podem faltar.

Um erro comum que cometi imediatamente no primeiro dia de uso mas que imediatamente também percebi que foi uma bobagem, foi instalar um Task Killer para Android. Por ignorância completa de minha parte eu achei que precisava disso mas, ao perceber que algumas aplicações não estavam mais funcionando adequadamente eu desinstalei e tudo voltou ao normal. Um dos posts gentilmente enviado para mim pelo Rafael Donelli explica muito bem a questão do gerenciamento de tarefas do Android que (puxa, como fui esquecer disso?) é o mesmo do Linux. Clique aqui para ler mais sobre isso.

4. Usabilidade geral: Como tudo na vida, nada é perfeito. Em um conceito geral o aparelho é realmente muito bom. Apenas alguns pequenos detalhes incomodam. A tela por vezes não responde adequadamente. Isso é raro mas acontece. Obviamente que pra quem já está acostumado com touchscreen, deve compreender isso melhor. O botão de volume está mal posicionado. Dependendo de como seguramos o telefone para usar o teclado físico pressionamos ele sem querer. Depois de um tempo acostuma, mas é meio incomodativo. Mas a despeito destes pequenos detalhes, o aparelho conseguiu me surpreender muito positivamente.

5. Aplicativos indispensáveis: Segue uma lista do que não pode faltar no Android.

– Astro File Manager: Gerenciador de arquivos muito bom e com muitos recursos. Por incrível que pareça, o Android não vem com um aplicativo para isso. O Astro supre isso muito bem.

– Barcode Scanner: Para leitura de código de barras e QR Code (quem já utilizava para capturar links de revistas, web, etc. sentirá falta)

– ConnectBot: Excelente aplicativo para conexão SSH, SFTP ou Telnet. Qualidade de tela e recursos muito boa.

– EasyTether: Aplicativo para usar o MB200 como modem. Este aparelho precisa de um aplicativo para que possa ser usado como modem. Além deste há o PDANet também. Só que como este último não tem cliente para Linux, nem perdi muito tempo em ler a descrição. O EasyTether possui pacotes prontos para Ubuntu e Fedora. A instalação é rapidíssima, sem traumas e funciona muito bem. Clique aqui e visite o site do desenvolvedor.

– Evernote: Para os usuários de notas no desktop, o cliente do Evernote está excelente para o Android.

– Fring: Assim como a versão para Symbian, este aplicativo continua muito bom e prático. Permite conexão em várias redes sociais simultaneamente, no mesmo conceito que Pidgin e Empathy para desktop.

– Meridian: O player do DEXT é bem pobre. Para quem gosta de ouvir música no celular como eu, é provável que goste deste aplicativo.

– MyIP: Excelente para descobrir o IP atribuído ao aparelho nas diversas redes que conectamos.

– NetCounter: Para pessoas que tem plano de dados LImitado, é  um aplicativo muito bom para saber quanto já trafegamos via 3G ou WiFi.

– Ping & DNS: Ótima ferramenta para usar estas ferramentas de rede importantes para suporte.

– WiFi Analyzer: Ótimo para fazer análise da cobertura de redes wireless ou identificar qual rede está com melhor sinal para conexão.

– Widget WiFi OnOff: Evita que tenhamos que ir sempre no Menu – Configurações – etc…. para habilitar ou desabilitar o WiFi

Por hoje é isso. Comentem! Precisamos conversar mais sobre esse robô!

Até mais.

Marta Vuelma


Responses

  1. SIM!!!! Entendi!!!

    Putz, aproveitando a proximidade do dia das crianças e lembrando aquela marca de bicicletinhas dobráveis de antigamente: EU QUERO O MEU ANDROID!!!


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